A música acabou.
A musa invisível, mais uma vez, já me abandonou.
Resta impertinente o zumbido do silêncio. Que aperta meus ouvidos, exatamente como as paredes que em torno de mim se fecham. A mudez que ecoa ao redor espreme a cabeça, força o pensamento.
Foi-se o momento de dançar ao sabor das ondas e sobre elas escrever.
Ao menos por hora.
Resta-me então, para desbravar caminhos de inspiração, usar o raciocínio ao invés da emoção.
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Um comentário:
a surdez sempre me amedrontou. que sentido há numa vida sem música?
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