É tu, dama vermelha, que foge em meu sonho.
Encontro teu rosto redondo em meio a miséria, e então amo. Páro e peço para descer, e ao pedir para ouvir tua voz, fraquejo: a avinhez me detém e a covardia me abraça.
Jogo com palavras magras e sem força, e meus olhos já não conseguem a tua silhueta visualizar. Corro pelas ruas a fim de te encontrar.
Em todo o contraste de teu vermelho com meu ciclo entristecido, é a voz do homem de fora que fala engraçado em meu ouvido: não há vermelho algum a se achar.
Que lástima, dama vermelha! Seria tu minha glória? E até em sonhos não é possível te encontrar! Um dia tua fuga de mim há de acabar.
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