A máquina é a mesma de antes, a luz é a mesma de antes, a proposta é a mesma de antes, e a cadeira, bem, esta lembra muito a de antes. Recomeço assim a contar aquilo que voltou a ser o que era antes, logo após mudar brevemente; mas eu já aviso a quem ler para não se apegar a estes novamentes, a estas mudanças à origem, pois elas podem, como qualquer mudança, sofrer deste próprio ato.
-Solteiro novamente
-Buscando a luz novamente
-Inspirado novamente
-Comprometido novamente
-Desejoso novamente
-Faminto novamente
-Ansioso novamente
O que não mudou é o que permanece igual, e que por ironia, é igual por mudar sempre. O humor. Não aquele de fazer rir ou alegrar o espírito, eu falo de felicidade e tristeza. Não sou feliz, não sou triste, não estou feliz, nem estou triste. Estou tudo, em tempos diferentes, e as vezes, até mesmo ao mesmo tempo. Neste ponto, nada mudou. Continuo um humano, afinal.
Que continuem as experiências.
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Um comentário:
Se existe um sentimento que odeio é o sentimento que não sabemos nomear. De tanto sentí-lo eu resolvi dar um apelido: ficar neutro. Essa é a sensação de quando achamos que as coisas mudarão e depois de uma reviravolta voltam ao início, como num círculo vicioso. Bom saber que não estou sozinha nesse sentimento infâme.
Abraços, Paredes!
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