quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Acho que existem duas formas de morrer
Uma é pela carne
E a outra é esquecer

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

FLUXO

Se sou um coração
estou entre batidas

VIDA

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CORES
Dor
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CORES
Dor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

É um baú no peito

que as vezes se abre sem aviso
E me relembra e me recorda
não sei exatamente explicar sobre o que
Para mim não importa
Não são memórias rígidas
são amplas, são vagas
Como tudo devia ser

Nesse momento me recordo
da minha dúvida
Que nem sei ao certo qual é
Estou atrás da porta de saída?
Ou atrás da de entrada?

Abro o baú de tempos em tempos
Não de forma ordenada
Tampouco racionalizada
Mas de forma dolorida
E isso...
E isso explica tanto.

Se quisesse definir o conteúdo do baú
Prendê-lo em um corpo físico
Palpável e visível
Não saberia fazê-lo
Mas posso dizer assim
Que entre tudo o que trago lá dentro
Sinto que há um espelho.

FLUXO

Não carrego papéis comigo, logo ocorre frequentemente de perder meus pensamentos. As vezes tenho a sorte de percebê-los na hora certa. Estas memórias serão meu Fluxo.

FLUXO

Lábios de café
onde por mais açúcar que se tente derramar
Permanece o gosto amargo

Este amargo desgosto:

Se devo ceder eu não existo
Se no dever eu cedo, não insisto

Se essa ameaça me azeda a paz, o amor, a vida, que faço?
Por enquanto, mais uma colher de açúcar, por favor.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cansado de teus adeus

"Como, se nós somos de Deus?"

Teclo na esperança de pressionar minhas angústias, e seu sangue são minhas músicas.
Passo os dias andando, e ando olhando para os próprios pés. Não faz diferença se chove ou se faz sol quando não se olha o céu. Até quando isso tudo? Eu não sei.

Esse deve ser o barato de serser. De ser ser humano.

Não sou perfeito. Cruzo a rua com vontade de chorar. Trabalho com vontade de chorar. Já ri com vontade de chorar. Provavelmente já olhei para você com vontade de chorar. Eu não tenho medo, não cuspo em tudo, mas não tenho chão e não toco violão.

Mas eu preciso ser perfeito. Basta de serser.

Sou e estou confuso, a dor me atordoa e também conforta. Sou jovem ainda para Nós. Sou jovem ainda para Todos.

Hoje já não se pode dar adeus. O mundo está depressa. Ninguém quer sair do mapa assim. Ninguém pode sair do mapa assim. O mundo exterior já não é grande o suficiente para se sumir. Resta apenas aquilo que guardamos DENTRO.

E até o amor vencer.

sábado, 1 de agosto de 2009

Anna Elisabeth

Sou o inseto que se joga contra a lâmpada e vai ao chão
Tua luz me fascinou
e me fascinou como luz passada não
Até eu cair no chão.
Queria que ficasse comigo.

Mais uma menina, mais uma música
menos uma menina, menos uma música

Até eu cair no chão.


Anelise
Mutantes - Sagitárius
Arnaldo Baptista - Fique Aqui Comigo