que as vezes se abre sem aviso
E me relembra e me recorda
não sei exatamente explicar sobre o que
Para mim não importa
Não são memórias rígidas
são amplas, são vagas
Como tudo devia ser
Nesse momento me recordo
da minha dúvida
Que nem sei ao certo qual é
Estou atrás da porta de saída?
Ou atrás da de entrada?
Abro o baú de tempos em tempos
Não de forma ordenada
Tampouco racionalizada
Mas de forma dolorida
E isso...
E isso explica tanto.
Se quisesse definir o conteúdo do baú
Prendê-lo em um corpo físico
Palpável e visível
Não saberia fazê-lo
Mas posso dizer assim
Que entre tudo o que trago lá dentro
Sinto que há um espelho.
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