Batem à porta as brigas e tambores.
Estou sempre mais careca no espelho.
A paranóia vem como um estranho frio na espinha e formigas dançam vestidas de lágrimas em mim.
E ele está cantando igual (essa porra não gira?).
Devo decidir o que fazer.
Não sei se ela realmente não me ama.
Como saber?
Tenho percebido nas minhas escritas uma oculta mensagem fatal.
Não sei se tenho tempo para tal.
Viajei que voltei ao tempo de criança
e pensar que se vive sempre de novo
me apavorou até doer.
Vejo uma carta suicida ser escrita.
As batidas da música se confundem com os murros daqueles que querem entrar.
Já imaginou estar assistindo um filme daquilo que foi seu fim?
Retirar a máscara às avessas.
Pela primeira vez na vida, tirar os olhos da TV.
AI ESSAS LETRAS QUE SAEM DAS ÁRVORES (números também).
A tartaruga não chega a tempo,
portanto é justa sua expulsão, diz o bem vestido coelho.
Cada coçada no olho é um soco na verdade.
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