O ventilador sopra a poeira do quarto,
na mesa copos, papéis e um prato.
Está já meio da noite e batem a porta esses pensamentos:
O eu, o aqui, a esquina do amanhã, do ontem, do hoje;
e o gato se espreguiça ao meu lado.
Momento profundo, parado como um lago.
Sinto na ponta dos dedos os cabelos mais ralos
É meia-noite, não está tão quente, a casa está fazia,
o peito é que está lotado.
Penso na razão dessa nossa vida, na comparação com o afogado.
As costas dóem dando o recado,
já fazem anos que nisso estou debruçado.
Que mormaço! Que tempo enjoado!
Minha cama é macia, mas tem cheiro de desejo.
Gosto de retrucar um pouco, de olhar para o teto e chorar, obrigado.
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Quando?
Quando muito triste, idéias e palavras eu escrevo.
Quando nada sinto, alguns desenhos eu rabisco.
Sempre que possível eu canto.
Quando feliz, aí eu nem imagino.
Quando nada sinto, alguns desenhos eu rabisco.
Sempre que possível eu canto.
Quando feliz, aí eu nem imagino.
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