domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pertenço ao fogo, mas sou carneiro.
Sou livre, mas ainda não sei disso.
É a juventude que cega, e resta
para uma chama mais velha
saber como viver, iluminar.

Ela sabe disso tudo. É caçadora vivida.
Ela te orienta, Renato.
E teu nome não é a toa.
Percebi todos esses grandes defeitos e fraquezas.
E é difícil lutar para a liberdade. É o primeiro passo do nascimento.
Sobre minha caminhada eu devo meditar.
Eu sou poema.
Eu devo me salvar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Você pode mergulhar em um aquário fundo,
e não importa o quanto você é preto e branco,
aquelas pessoas coloridas não olharão para você.

Elas não precisam notar você.

Elas não precisam de você.

Elas apenas brilham, colorem o mundo.
E são levadas pelo vento brando
sem se perguntar "como" ou "por quê".

A desilusão é minha amiga

E pensar que dançamos juntos tanto tempo, e nunca lhe dei valor.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Você é a única pessoa que eu não posso ver feliz.
Porque eu te amo.
E te quero mal, para esquecer essas pernas e esses quadris.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Noite d'água

Noite de pele d'água, lembra superfície de vidro, de lago parado.

Silenciosa, complacente, sedosa, dormente.

Se passo a mão em tua face, sinto cada um dos póros, macios.
És mãe coruja, cobre a cidade com zelo, com imenso lençol gelado.
Que conforto se faz em abraço assim, apesar da incomum composição.
Numa mão se traz plenitude, a outra vem com desamparo.

Quietinho em sombra segura, reflito arrependimentos navios. (ancorados)
Mas gosto de madrugadas assim, em espírito com minha mente.

Um beijinho para a lua e voltamos a escrever o que estava apagado.