Noite de pele d'água, lembra superfície de vidro, de lago parado.
Silenciosa, complacente, sedosa, dormente.
Se passo a mão em tua face, sinto cada um dos póros, macios.
És mãe coruja, cobre a cidade com zelo, com imenso lençol gelado.
Que conforto se faz em abraço assim, apesar da incomum composição.
Numa mão se traz plenitude, a outra vem com desamparo.
Quietinho em sombra segura, reflito arrependimentos navios. (ancorados)
Mas gosto de madrugadas assim, em espírito com minha mente.
Um beijinho para a lua e voltamos a escrever o que estava apagado.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário