segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Ele não vai parar de tocar.
Você viu seus rasgos nos dedos, seu corpo nu a lutar,
o brilho do suor no dorso, e sentiu ele como um pêndulo balançar.
Você sentiu as faixas rubras, as teclas lentamente pressionar,
o beiço perder o gosto, e mentiu prometendo que não iria chorar.
Você ouviu todos os seus medos, e só restou tu para cantar
o blues que leu naquele rosto. E garantiu que um dia irá mostrar.
?
Nós dois sabemos.
Ele não vai parar de tocar.
Você viu seus rasgos nos dedos, seu corpo nu a lutar,
o brilho do suor no dorso, e sentiu ele como um pêndulo balançar.
Você sentiu as faixas rubras, as teclas lentamente pressionar,
o beiço perder o gosto, e mentiu prometendo que não iria chorar.
Você ouviu todos os seus medos, e só restou tu para cantar
o blues que leu naquele rosto. E garantiu que um dia irá mostrar.
?
Nós dois sabemos.
Ele não vai parar de tocar.
É questão sutil
de perceber a correta vibração,
a esperança, frequência, exatidão.
Que namorar roçando o quadril, sem vingança, diz clareamento, excelência.
Quem não vê isso é caveira, é trapaceiro, é desprestigiado. Que desliza dedo sem ter piano nem violão, que corre brabo, sempre afasta o prato, até viaja em quadro.
Não é eu quem digo, viu?
Pago fiança, paciência, luxação.
Diariamente amo mil, sou criança. Meu juiz acabou sendo a violência,
que é nua, é verdadeira, sem me dar travesseiro, mas tampouco me deixar de lado. Com ela, sem medo, sigo o plano de antemão: leio Prado, visto um trapo, amo vezes quatro.
a esperança, frequência, exatidão.
Que namorar roçando o quadril, sem vingança, diz clareamento, excelência.
Quem não vê isso é caveira, é trapaceiro, é desprestigiado. Que desliza dedo sem ter piano nem violão, que corre brabo, sempre afasta o prato, até viaja em quadro.
Não é eu quem digo, viu?
Pago fiança, paciência, luxação.
Diariamente amo mil, sou criança. Meu juiz acabou sendo a violência,
que é nua, é verdadeira, sem me dar travesseiro, mas tampouco me deixar de lado. Com ela, sem medo, sigo o plano de antemão: leio Prado, visto um trapo, amo vezes quatro.
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